Tudo que se dá à leitura é texto. Afinar o olhar e saber ler o mundo é poder agir sobre ele, tecendo e destecendo a vida, assumindo a autoria de sua história. Inspirado no poema Ler o Mundo, de Afonso Romano de Santanna (1989), o portal nasceu em 2007 com a missão de mudar a perspectiva do olhar dos meus alunos de Comunicação Social e de Artes e Design da PUC-Rio. E transformou-se numa prática de leitura e de autoria fundamentada na interlocução e na parceria. luizfavilla@gmail.com
sexta-feira, 10 de março de 2017
Marshall McLuhan: o meio ainda é a mensagem.
Marshall McLuhan foi um intelectual cujas ideias pareciam bem malucas nos anos 1960. Aliás, tão malucas que eram geniais.
Seu principal conceito é “O Meio é a Mensagem”, ou seja, O QUE se fala é tão importante quanto POR ONDE se fala. E isso parece mais verdadeiro do que nunca.
A Rede de TV Al Jazeera em parceria com o animador Daniel Savage desenvolveu uma animação bem bacana mostrando como o Meio formou nossos hábitos ao longo da nossa história. E ainda acontece: quanto tempo de interrupção de propaganda você aguenta hoje em dia nas coisas que está assistindo?
Pensamos em como vamos nos apresentar no Facebook, pensamos qual momento da nossa vida e como ele fica bonito pra ir pro Instagram, se devemos ou não começar um perfil no Snapchat…
Ter um perfil em uma rede social é a mensagem.
Inclusive, agora que o WikiLeaks disse que a CIA está prestando atenção em tudo que fazemos, vale lembrar de um bom ensinamento do próprio Julian Assange: dá pra saber tanto sobre você de olho nos seus meta dados quanto lendo o conteúdo de suas mensagens. Pra quem você manda mensagem, quando, o que você buscou no google, o tempo que ficou online, os horários pouco usuais que você esteve online e com quem conversou nesse período.
São dados preciosos que montam um perfil de comportamento que nós mesmos talvez não percebamos. Então voltamos aos anos 1960: o meio é a mensagem.
Li no http://www.updateordie.com
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