sábado, 6 de setembro de 2014

Olhar transformador.

Simples e adoráveis  ilustrações do canadense Hyemi Jeong, que usa muita criatividade para dar graça e vida a pequenos objetos.  No link do seu site tem atualizações quase diárias.                                  Li no sedentário

9 comentários:

  1. Essa coisa chamada criação é realmente incrível. Ontem estava conversando com a minha mãe sobre como surge uma ideia na minha cabeça. E sempre começa com um detalhe. Um brinco diferente que vi na orelha de uma menina no ônibus foi o que deu início a criação de uma personagem para uma história. Quando conheci uma menina que usava um garfo - entortado - como bracelete, escrevi outro conto. Bendito garfo ! Bendita criatividade ! Falo sobre criação quase espontânea. O artista das fotos enxergou numa escova de dentes uma saia, porque não ? Transformação também é criação.

    ResponderExcluir
  2. São os tipos de coisa que temos contato quase diariamente -mas como você mesmo diz-, não saímos da caxinha. Isso acaba nos impedindo de ver, as outras possíveis utilidades que o objeto tem. Felizmente temos algumas pessoas que saem com estilo e muita criatividade da caixinha. rs :)

    ResponderExcluir
  3. Ana Carolina (13 horas)sábado, setembro 06, 2014

    Pois é, às vezes estamos tão acostumados com algumas coisas que não sabemos transformá-las. Meu sabonete não é apenas um sabonete, pode virar o que eu quiser e puder transformar. As crianças geralmente são o tipo de pessoa mais fácil para se soltar a imaginação. Quase todos já brincamos de acampar dentro de casa com uma lanterna e um lençol formando uma tenda por cima da cama. Existem coisas tão simples que esquecemos de transformar quando crescemos, Apenas esquecemos de continuarmos com o lado criança e não aquele condicionado pelo o que a sociedade quer somente. Precisamos viver uma infantilidade amadurecida, saber criar, imaginar, direcionar invenções...

    ResponderExcluir
  4. O do ratinho é perfeito!!!! adoro essas pessoas criativas, ver além do que se é. Admiro muito.

    ResponderExcluir
  5. Este post se relaciona com o anterior! É aquela questão de uma aprendizagem muito condicionada, na qual você "reproduz o velho e perpetua uma realidade pronta", como o vídeo diz. Então, aqui acontece o que eles mais querem: a remixagem, a transformação! Talvez aqui tenha havido aquela aprendizagem de verdade, que se faz trocando experiencias, conhecimento, a fim de buscar coisas novas, visões diferentes. Um novo olhar, uma nova forma de se ver o mundo. Um grampo de cabelo continuaria sendo apenas um grampo o "artista" tivesse se adaptado aos modelos de pensamento já existentes. Mas, felizmente, ele tentou criar uma realidade nova e assim nos encantou. Boa ideia. Belas obras! Adorei o ratinho também haha.

    ResponderExcluir
  6. O mais incrível do trabalho de Jeong está exatamente em não olhar o objeto com a função que ele possui na vida prática. Afinal, construimos, criamos, desenvolvemos tecnologia e as mais inusitadas engenhocas para que elas tenham uma UTILIDADE, mas, na real, esses objetos simples do cotidiano de qualquer pessoa, como uma tampa de caneta ou um apontador, podem ter funcionalidades diversas, basta olhar de novo. e de novo. e de novo. O olhar nosso, travestido de simbólico, custa a perceber a dualidade de algo já tão incansavelmente exaurido de outras possibilidades de significado pelo nosso pensamento robotizado, parametrizado. Difícil é extrair de uma forma o seu significado, ou melhor, retirar do significante seu significado mais primário para dar a ele uma nova utilidade. Ou mesmo, uma inutilidade, afinal, a arte é, muitas vezes, uma criação inútil aos olhos da geração do "apertar botões", essa geração obcecada pelas ciências exatas, quando na verdade se esquece de que é a exatidão que aprisiona, que estreita os horizontes do homem. O confuso, o anuviado, a incerteza, pode ser o primeiro passo da descoberta de uma nova função, uma nova habilidade, seja de uma tampa de caneta ou de uma máquina - como o homem.

    ResponderExcluir
  7. Acho incrível (e invejo um pouco) a capacidade de abstração dessas pessoas para fazer arte. De fato, é impressionante como cada pessoa tem uma maneira de enxergar e, consequentemente, alterar o mundo a sua volta e criar uma nova realidade. Obras artísticas como essas são ótimas para nos estimular a olhar para as coisas além do óbvio e de sua fachada. Podemos, por exemplo, em vez de olhar para uma banana e ver a fruta, exercitarmos o nosso músculo da imaginação e visualizá-la como uma lua. Acho realmente maravilhoso esse tipo de trabalho.

    ResponderExcluir
  8. Grato por dividir, Regina. Lindas sugestões. =)

    ResponderExcluir