José Saramago Arte : Ínsan Kendisi
Tudo que se dá à leitura é texto. Afinar o olhar e saber ler o mundo é poder agir sobre ele, tecendo e destecendo a vida, assumindo a autoria de sua história. Inspirado no poema Ler o Mundo, de Afonso Romano de Santanna (1989), o portal nasceu em 2007 com a missão de mudar a perspectiva do olhar dos meus alunos de Comunicação Social e de Artes e Design da PUC-Rio. E transformou-se numa prática de leitura e de autoria fundamentada na interlocução e na parceria. luizfavilla@gmail.com

A paciência é uma dádiva, um dom. Uns tem, outros não. Mas aos que não tem, que corram atrás! Tolerância, a palavra chave da aceitação. Devemos permitir que o outro seja do jeito que é. Devemos aceitar e respeitar as diferenças. Se sou livre, devo deixar que os outros sejam também.
ResponderExcluirNão é apenas tolerar, é saber aceitar. Lidar com as diferenças, saber compreendê-las e ver que, no fundo, são fundamentais. Afinal, o que seria do mundo se todos fossem iguais? Imagine só... Ser diferente é legal, ser diferente é fundamental.
ResponderExcluirAcho que saber que cada um é UM. Não tem mesmo essa história de aceitar diferenças, se você sabe que cada ser humano é único, todo o resto flui naturalmente. Uma das coisas principais que aprendi até hoje aqui foi isso, não só nesse curso mas em todos. Culturas, pessoas, lugares, cada um é UM.
ResponderExcluirPrimeiro de tudo nós somos. Depois cada um é um. Depois toleramos. E aí sim aceitamos. É impossível entender o outro, falar do outro, viver com o outro, sem diálogo com outro. Olhar no olho, sentir com o outro as mesmas coisas.
ResponderExcluirTemos que olhar pro outro com os nossos olhos internos, não esses olhos cegos que vemos o mundo.
É preciso muito mais que tolerar. "Depois cada um é um" e eu quero ser um pouco do outro, quero me encaixar na diferença dele e trocar os meus conhecimentos com os dele. Assim, a gente se iguala e se supera cada vez mais deixando as defesas e críticas de lado.
ResponderExcluirAssunto muito delicado. Eu acho que em alguns casos, tolerar já é muito, mesmo sabendo que cada um é cada um e que diferenças existem.Agora, vai depender de vários fatores para que as diferenças sejam respeitadas de forma igualitária.
ResponderExcluirEssa é a grande questão... aceitar as diferenças! Antropólogos até hoje estudam isso!
ResponderExcluirClaro que não consigo me sair bem sempre, e, admito, eu tolero as vezes, mas outras eu tento "olhar um espelho" antes de criticar alguém. Vemos isso no dia a dia, quantas vezes eu já pensei algo de uma pessoa, mas quando conversei com ela, vi que era totalmente do que eu pensei! Julguei erradamente só por me importar de primeira com as pelas aparências.
Acho que "tolerar" é uma palavra que carrega sentimentos muito fortes. Se alguém diz que tolera uma pessoa, ou algo, sinto um sinal de arrogância vindo da pessoa. Sinto que ela se acha superior a todos. Mas não se deve "tolerar", e sim aceitar do jeito que todos são. Apesar de sermos diferentes, somos todos humanos - somos todos iguais.
ResponderExcluirIsso me lembra muito das aulas de Teoria I; Etnocentrismo e Relativização. Cada tribo se acha dona do mundo; cada uma delas pensa estar no topo da hierarquia, mas acontece que esta hierarquia é inexistente. Mesmo assim, toleramos a presença daqueles com quem não nos identificamos e ao fazer isto os desprezamos. Sempre desprezamos o desconhecido, sem ao menos tentar entender. Isto é ignorância, mas todos nós somos ignorantes de natureza. Isto é a definição de um paradoxo mundial: queremos ser diferente, porém rejeitamos o diferente. Ao fazer isto, 'toleramos' - muitas vezes por falta de opção, ou, conhecimento.
ResponderExcluirConcordo. Mas vemos todos os dias notícias sobre mais uma atitude onde se faltou tolerância. Por isso, acredito que tolerar já seja um passo importante, já que nem isso se consegue fazer. É uma pena que se precise passar por esse processo. A diferença deveria simplesmente ser natural. Mas pelo contrário. O diferente é taxado, agredido. Nunca, jamais, englobado.
ResponderExcluirAs vezes me pergunto se fui duro com alguem, se falei algo que incomodou ou machucou, se aparento ser algo errado para o outro ou até mesmo simpático demais. Mas sempre no final , ao pensar sobre o meu dia, faço uma retrospectiva e vejo se cometi algum erro e tento me redimir. É, paciência é uma das coisas que não tenho, na verdade acho que tenho pois as vezes ela aparece para mostrar que existe. O outro é um fator complicado para o individuo. Acredito que o ser humano é um animal muito diferente e incompreensível e esse é um dois fatores que faz a paciência não existir
ResponderExcluirNão tenho paciência, mas não quero ser assim. Não sou do tipo que aceita rótulos, entende? Vivo cada dia tentando ser o melhor para mim. Não sei também se sei tolerar as coisas em geral.. Talvez eu até saiba. Arrependo-me muito dos rompantes que tenho, mas minha maior dificuldade é pedir desculpa. Desconto minha ira em quem mais gosto.. Sei que não sou a única nesse barco, mas parece que cada vez que eu tento mudar, eu pioro. Não é por falta de vontade.. Acredito que a paciência gira ao lado de aceitar a diferença. Quero ser mais paciente e aceitar melhor a opinião oposta a minha! Essa tarefa não é fácil.. mas estou tentando melhorar! Paciência é uma virtude que poucos possuem.
ResponderExcluir''Devia ter aceitado as pessoas como elas são'' já dizia a música epitáfio.. Cada ser é único e diferente, devemos respeitar o jeito de cada um. O problema desse '' sou o que sou'' é que muitas vezes é desculpa para não corrigir o defeito. Devemos tolerar sim, mas porque não tentar mudar se for para melhor ?
ResponderExcluirVocê pode aprender a lidar de diferentes formas com o inconveniente e indesejado. Você pode destruí-lo, ignorá-lo ou suportá-lo. A melhor alternativa é encarar e aprender com isso.
ResponderExcluirFalamos em respeitar o próximo. Na prática, vemos as pessoas passando por cima disso e olhando só para si mesmas. Não aprendemos a ser generosos e a aceitar as diferenças. Pregamos mas não praticamos.
Quando falamos de culturas diferentes da nossa, tentamos entender a lógica delas, mas sem abandonar o preconceito e o sentimento de que somos de alguma forma superiores seja até mesmo por pensarmos em relativizar o outro.
Sempre foi assim e acho q não muda.Pessoas não aceitam o diferente em sua grande maioria,vivem pensando e acham que a moda é o correto,esquecendo que cada um é único e faz o que quer,o que acha certo e todos devem se respeitar,pensar no outro e como a Laryssa falo acima tolerar.
ResponderExcluirCada pessoa é especial do jeito que ela é.Ela têm algo de diferente,um potencial a explorar.Há 6 meses atrás me enquadrava no grupo da moda,mas agora não vejo com essa lente posso não simpatizar,mas respeito.
Ao invés de falar de fulano,falar de ciclano vamos falar do que nos encanta,do que é importante pra gente,do especial da vida,da gente.
Como é difícil que consigam enxergar na diferença a sua beleza. Não se trata de simplesmente vermos a diferença e aceita-la, mas sim valoriza-la por tamanha riqueza que é a sua existência. Olhar para o outro sem ter como parâmetro os seus valores, seus padrões, sua cultura é um desafio para enorme parte da sociedade. Utópico ou não, espero que no futuro as pessoas consigam perceber o quanto conviver com as diferenças, sem julgamentos, só tem a acrescentar a todos, viver com a diferença de forma a valorizar simplesmente o fato dela existir. Afinal, que sem graça que seria se todos fossemos iguais.
ResponderExcluirA rejeição do diferente me parece menos um processo de desaprovação da atitude de um outro do que a dificuldade de entender que alguém assumiu um papel o qual rejeitamos: como explicar para nós mesmos que nossas escolhas não são a única e inabalável verdade absoluta? Tolerar uma escolha que nós rejeitamos é apenas um tapinha no ombro de quem a fez.
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