sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O medo que o medo dá.




É sintomático que a única obra humana possível de ser vista do espaço seja uma Muralha.  Essa é uma das ideias colocadas pelo escritor moçambicano Mia Couto.  Seu texto fala com maestria sobre o medo e como este sentimento que devora nossa energia vital insaciavelmente, domina nossa sociedade e nos é transmito desde que nascemos. Infelizmente, há quem tenha medo que o medo acabe.
Li no Update

4 comentários:

  1. Um discurso verdadeiramente apaixonante e assustador!!! Já foi lá pro blog hahaha!!! QUE TEXTO!!!!!

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  2. Obrigado por compartilhar conosco este video, Favilla. Fiquei comovido, e cheio de medo.

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  3. Nossa, maravilhoso. Realmente, hoje em dia o medo é algo coletivo. A quantidade de coisas ruins e absurdas que são noticiadas na mídia diariamente faz com que fiquemos com medo da realidade. A vontade de viver é tão grande que por medo acabamos nos privando de alguns desejos e sonhos, por mais simples que sejam. A frase "há mais medo de coisas más do que coisas más em si" é um tanto reconfortante! Não podemos deixar de viver, porque quando tiver que ser será.

    E é uma pena que mais homens como esse não estejam no comando das grandes nações mundiais. A sociedade poderia estar caminhando em outra direção.

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  4. Faz uns bons anos que ouvi uma frase que me tocou muito no filme O Diário da Princesa. Desde então a tenho escrita num caderno: "Coragem não é a ausência de medo, mas a certeza de que há um sentimento mais forte do que ele". Realmente o medo move o mundo, ele está sempre presente e nunca deixará de estar... E isso não é de todo ruim. O medo nos faz crescer, nos faz querer enfrentar barreiras e nos superar. O medo nos faz arriscar, nos faz ter desejo, vontade! E, como afirmou Schopenhauer, TUDO é vontade! Acho que nada mais nos move senão o medo e a curiosidade - e eles estão intrinsicamente ligados. Se não fosse o medo e a coragem de vencer, nossa vida seguiria sempre o mesmo rumo, sem ter tantas experiências enriquecedoras, nem ótimas histórias a serem contadas no futuros, tampouco sorrisos sinceros de "eu consegui!".

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