Tudo que se dá à leitura é texto. Afinar o olhar e saber ler o mundo é poder agir sobre ele, tecendo e destecendo a vida, assumindo a autoria de sua história. Inspirado no poema Ler o Mundo, de Afonso Romano de Santanna (1989), o portal nasceu em 2007 com a missão de mudar a perspectiva do olhar dos meus alunos de Comunicação Social e de Artes e Design da PUC-Rio. E transformou-se numa prática de leitura e de autoria fundamentada na interlocução e na parceria. luizfavilla@gmail.com
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Dizem que sou louco por pensar assim.
O brilhante artista Quino mostra como somos condicionados desde pequenos. Depois, fica mais difícil sair da caixinha e ser autor de sua própria história.
Dica da ilustração: Cesar Augusto Orlando, aluno de Design da PUC-Rio. Título: Os Mutantes.
Desde que nascemos somos condicionados a pensar de acordo com o padrão da sociedade. Esse "trabalho" é feito não só por nossos pais, como também por professores, colegas, pela mídia e por todas as pessoas ou meios com os quais temos contato. Como mostra a figura, se o mundo é quadrado, a pessoa que pensa redondo é considerada errada. Essa influência é tão forte que acabamos deixando de ser o que somos para seguirmos o padrão. Assim, depois de um tempo, acabamos ficando (ou achando que somos) quadrados. Muito legal a imagem, traz uma boa reflexão.
É tão difícil se desvencilhar desses conceitos que nos são impostos desde cedo. É preciso um esforço enorme pra modificar esse modo de pensar. É sempre mais fácil se manter no confortável "mesmo de sempre." A gente acaba se acostumando com "a vida do jeito que ela é." Ontem eu vi a peça A Alma Imoral da Clarisse Kiskier, uma adaptação do livro homonimo do Nilton Bonder, que fala um pouco sobre a eterna luta entre o bom e o certo. Entre a traição e a tradição. Tem mto a ver com essa imagem. Se vc não viu, Favilla, aproveita. A peça é uma delícia! Ta em cartaz até domingo, no teatro Serrador, as 19h. Acho que tem muito a ver com você. http://www.festurio.com.br/site/wp-content/uploads/2012/03/426119_316984688357691_100001384880339_883099_1321706410_n.jpg
Passei por uma experiência parecida tem pouco tempo. Estava em casa brincando com a minha sobrinha, de um ano e meio. Estávamos sentadas no chão e ela começou a falar, “olha a pipa!” “outra pipa”, olhando para o piso, que é de losangos.
Achei engraçado porque atualmente eu só vejo uma figura abstrata, mas, durante a infância, eu também conseguia ver um monte de coisas nele. Fiquei imaginando quando o chão parou de ser uma pipa (ou o que quer que fosse para mim) para só virar um losango sem graça.
É como na música do cat steven, "father and son", em que ele fala: "From the moment I could talk / I was ordered to listen". É uma música que o autor simula uma conversa que o pai teria com o filho, abordando essa questão do enquadramento. O recente filme "Arvore da vida", faz uma justa posição de imagens da tirania dos pais com a dos dinossauros. Relevando um pouco a rebeldia do rock contra a autoridade; escolas, igrejas, pais. As duas maiores obras que criticam essas vertentes, para mim, é a peça "Despertar de uma Primavera", que foi proibida na época em que foi lançada, e "The Wall", do pink floyd. É preciso preservar essa criança que existe dentro de você, porque afinal das contas, um cineasta (entende-se por comunicadores em geral) precisam ser crianças, de preferência, levadas. Uma criança consegue ver um martelo e associar diversas formas e utilidades para ele, adultos tem uma visão mais objetiva e condicionada, que verão aquilo apenas como um instrumento de trabalho.
Hoje surtei, dei a louca, como queira chamar e comecei a postar tudo que penso aqui no blog. Finalmente, decidi jogar palavras e procurar posts com os quais estou me relacionando hoje. Quando achei este aqui encontrei muito mais do que procurava. Essa é minha vida e a de tantas outras pessoas que conheço. Penso que se elas não tiverem força suficiente viverão eternamente encubando algo que poderia mudar suas vidas. Somos todos iguais até dizermos o contrário.
É, desde pequenos somos obrigados a entender o que é certo e o que é errado.
ResponderExcluirE por algum acaso existe um certo e um errado?!
Vamos crescendo e, como o autor mostrou muito bem no desenho, a tendência é ficar quadrado.
Viva o redondo! = )
Desde que nascemos somos condicionados a pensar de acordo com o padrão da sociedade. Esse "trabalho" é feito não só por nossos pais, como também por professores, colegas, pela mídia e por todas as pessoas ou meios com os quais temos contato.
ResponderExcluirComo mostra a figura, se o mundo é quadrado, a pessoa que pensa redondo é considerada errada.
Essa influência é tão forte que acabamos deixando de ser o que somos para seguirmos o padrão. Assim, depois de um tempo, acabamos ficando (ou achando que somos) quadrados.
Muito legal a imagem, traz uma boa reflexão.
É tão difícil se desvencilhar desses conceitos que nos são impostos desde cedo. É preciso um esforço enorme pra modificar esse modo de pensar. É sempre mais fácil se manter no confortável "mesmo de sempre." A gente acaba se acostumando com "a vida do jeito que ela é." Ontem eu vi a peça A Alma Imoral da Clarisse Kiskier, uma adaptação do livro homonimo do Nilton Bonder, que fala um pouco sobre a eterna luta entre o bom e o certo. Entre a traição e a tradição. Tem mto a ver com essa imagem. Se vc não viu, Favilla, aproveita. A peça é uma delícia! Ta em cartaz até domingo, no teatro Serrador, as 19h. Acho que tem muito a ver com você.
ResponderExcluirhttp://www.festurio.com.br/site/wp-content/uploads/2012/03/426119_316984688357691_100001384880339_883099_1321706410_n.jpg
Passei por uma experiência parecida tem pouco tempo. Estava em casa brincando com a minha sobrinha, de um ano e meio. Estávamos sentadas no chão e ela começou a falar, “olha a pipa!” “outra pipa”, olhando para o piso, que é de losangos.
ResponderExcluirAchei engraçado porque atualmente eu só vejo uma figura abstrata, mas, durante a infância, eu também conseguia ver um monte de coisas nele. Fiquei imaginando quando o chão parou de ser uma pipa (ou o que quer que fosse para mim) para só virar um losango sem graça.
É como na música do cat steven, "father and son", em que ele fala: "From the moment I could talk / I was ordered to listen". É uma música que o autor simula uma conversa que o pai teria com o filho, abordando essa questão do enquadramento. O recente filme "Arvore da vida", faz uma justa posição de imagens da tirania dos pais com a dos dinossauros. Relevando um pouco a rebeldia do rock contra a autoridade; escolas, igrejas, pais. As duas maiores obras que criticam essas vertentes, para mim, é a peça "Despertar de uma Primavera", que foi proibida na época em que foi lançada, e "The Wall", do pink floyd. É preciso preservar essa criança que existe dentro de você, porque afinal das contas, um cineasta (entende-se por comunicadores em geral) precisam ser crianças, de preferência, levadas. Uma criança consegue ver um martelo e associar diversas formas e utilidades para ele, adultos tem uma visão mais objetiva e condicionada, que verão aquilo apenas como um instrumento de trabalho.
ResponderExcluirHoje surtei, dei a louca, como queira chamar e comecei a postar tudo que penso aqui no blog. Finalmente, decidi jogar palavras e procurar posts com os quais estou me relacionando hoje. Quando achei este aqui encontrei muito mais do que procurava. Essa é minha vida e a de tantas outras pessoas que conheço. Penso que se elas não tiverem força suficiente viverão eternamente encubando algo que poderia mudar suas vidas. Somos todos iguais até dizermos o contrário.
ResponderExcluirOs mais loucos são aqueles que lhes julgam como tal, sem ao menos perceber que participam de uma grande fábrica de loucuras.
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