Morre lentamente
quem não
vira a mesa
quando está infeliz
com o seu
trabalho , quem
não arrisca o certo
pelo incerto para ir atrás de um sonho , quem não se
permite pelo menos
uma vez na vida ,
fugir dos conselhos
sensatos ; Morre lentamente
quem não
viaja, quem não
lê , quem
não ouve música ,
quem não
encontra graça
em si
mesmo ( ...)
Pablo Neruda Arte: James Davies

Quem não vive, realmente está morto. Certas doenças, como Alzheimer's, tem como característica aquela pessoa que não "vive". Temos que estar sempre nos comunicando, sempre aprendendo, sempre crescendo. A felicidade torna a vida mais prazerosa, mais duradoura. Não acho que uma vida infeliz e longa seja uma vida, mas, sim, uma morte vivida. Vamos viver a vida, e não viver como se estivéssemos mortos por dentro.
ResponderExcluirTodos morremos, mas poucos vivem. Essa frase, que mais se tornou um clichê moderno tem toda a razão. Não costumo concordar com clichês, mas dessa vez, ele está certo. Qual é o sentido da vida? Ninguém nos dá um manual ao nascermos; não tem um plano, um roteiro, uma cartilha...Nada! Aí vai outro clichê: Ninguém pediu para viver, mas ninguém quer morrer. Outro que está ceto. Nós precisamos dar um sentido à nossa vida, ao contrário, ela se torna uma morte iminente. Quando morrer parecer bom, é porque já estamos mortos e ainda não nos despertou a razão por ainda respirar ou o coração bater. Encontrar essa razão pode ser fácil para alguns, ou tão difícil para outros que só a encontram depois de 70, 80 anos de vida. Por qual razão devemos viver então? Respondo a essa pergunta com uma resposta que me deixa meio arrepiado. Devemos viver por aquilo que estamos dispostos a morrer.
ResponderExcluirA arte de viver a vida é arriscar, se deixar levar. É a magia do não saber o que vem depois, a surpresa do dia de amanhã, os encantos que a vida nos reserva.
ResponderExcluirViver é diferente de existir. A Existência se conforma, se acomoda...A Vida é ousada, quer se arriscar. A Existência é estagnada, inerente à raça humana. A Vida é uma escolha, vive quem assim deseja.
ResponderExcluirEnterrei uma ex-colega de turma há poucos dias, uma jovem de 20 anos que deixou a vida de forma tão pequena, um simples mosquito. Sim, um mosquito, uma picada que só sentimos depois, uma coçadinha na perna aqui, outra ali e lá se foi uma menina linda, cheia de sonhos, cheia de vida. Lá sei foi quem tinha acabado de viver intensamente uma viagem ao exterior; de viver intensamente os livros, músicas e filmes que gostava; de viver intensamente a graça que continha, afinal, ela mesma dizia que não se acanhava em ver vaidade em si. Ela não morreu lentamente, não em vida, mesmo que distante de mim, eu sei. Ela viveu até o último minuto e ainda vive no coração de cada um que cativou, vive nas lembranças bonitas, vive brilhando no céu. Afinal, Ana Clara se permitiu, Ana Clara foi clarear.
ResponderExcluirÓtimo texto. É engraçado como a expressão “morrer lentamente” me deu margem a três interpretações.
ResponderExcluirA princípio estranhei o emprego da palavra morte. Pareceu-me que a situação descrita, ou seja, uma vida sem voz, sem interação com o mundo, significasse morrer, e morrer seria ruim.
Depois li “morte” como uma libertação da alma e comecei a entender o porquê do emprego de lentamente. Assim, conclui que essa forma passiva de viver é uma forma de atrasar a morte e, portanto, de manter o espírito prisioneiro do corpo.
A terceira interpretação é que as duas anteriores não fazem sentido e que eu estou viajando.
Muitas vezes, mesmo sem que percebamos, nós deixamos de viver. Cedemos a pressões sem sentido, ocultamos gostos e vontades, agimos pelo ''fluxo''. Acho que isso acontece com todo mundo, pelo menos uma vez na vida. O importante é nos antenarmos rápido e retomarmos nosso rumo, fazermos o que gostamos e achamos certo. Aliás, gosto de pensar segundo uma fala que um amigo costuma dizer brincando (e acaba dando uma lição de vida): "Eu não estou indo contra o fluxo. Eu sou o fluxo."
ResponderExcluirMorre lentamente quem não se arrisca... Pensar nessas palavras e questionar sua própria vida é difícil, pois para se arriscar é preciso coragem, é preciso acreditar em si mesmo e nenhuma das duas coisas é fácil. É mais fácil deixar tudo como está, mesmo quando estamos infelizes ao menos estamos seguros, ao menos sabemos onde estamos pisando.
ResponderExcluirA mudança assusta porque nós não sabemos como as coisas vão ficar, nós perdemos um pouco o controle. Como mudar de carreira quando se está ganhando bem? Que garantia terá da sua satisfação e até mesmo do seu salário? Não existe garantia, não existe certeza alguma.
Mas o que sabemos de fato da vida? Tudo é incerto, até aquilo que acreditamos ser sólido se desmancha em algum momento. Então vale a pena arriscar e jogar tudo para o alto em busca de um pouquinho de felicidade, mesmo com os medos e as incertezas. Um friozinho na barriga vai até ajudar a tornar essa felicidade mais completa.
É isso aí, Isabela. vai.
ExcluirE se der medo, vai com medo mesmo.
=)
Na vida precisamos ousar. Muitas vezes não fazemos algo sem que alguma pessoa conhecida já tenha feito, para contar a experiência e, nos dizer se é bom ou ruim. Não temos coragem de ser os primeiros, temos medo do desconhecido. Preferimos continuar numa situação que nem sempre é a melhor, mas é mais cômodo. Precisamos ter coragem e determinação para experimentar o novo, porque, talvez, possa ser nossa melhor escolha.
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