Em homenagem aos 70 anos de Milton Nascimento divido um raríssimo vídeo do nosso querido e genial passarinho. "Meu Yauaretê, minha onça verdadeira. Você é o rei da floresta, rei da mata brasileiro, meu taquaraçu de espinho, meu carioca mineiro, meu amor e meu carinho, uirapurú verdadeiro."(Tom Jobim)
Li no OGlobo
Cresci ouvindo Milton Nascimento, aqui em casa tem muitos fãs! Nunca tinha visto um show dele "ao vivo" até o Rock in Rio do ano passado! Que homem, que história, além da voz e das canções maravilhosas!! É assustador ver quem são os sucessos musicais de hoje em dia, não é? Costumo dizer que nasci na época errada... Como seria feliz se agora tivesse uns 50 anos!! Viva, Milton! Viva, anos 80!
ResponderExcluirMuitas composições quando tocam nos levam para outra dimensão. Nos conecta com outro canal, mais elevado, mais espiritual, deve ser talvez o contato com a nossa alma. Com sua voz aguda, soprosa, um timbre raro para homens encantou o mundo, com suas letras, com suas interpretações. Quem não se lembra de "Maria, Maria", "Cálice" com o Chico e muitas outras. Sou honrado de poder ter escutado Milton ao vivo, no auge dos seus 70 anos, no auge da sua voz esplêndida. Parafraseando a Thaísa: Viva,Milton! Viva anos 80. E mais, VIVA TUDO QUE É FEITO PELA ALMA, que aí sim teremos o prazer de escutar.
ResponderExcluirNa minha casa Milton é Rei. Bem, mas beeeem mais que Roberto e Michael, e ali com Elvis e James Brown. Mas ele sempre será especial pra mim, afinal tenho Beatriz no nome muito por sua causa. Claro que a música é de Chico e Edu Lobo, mas se não fosse pela voz do Milton meu nome seria outro. Parabéns a mais um mestre septuagenário de 2012.
ResponderExcluirLindo, lindo, lindo, lindo, ...
ResponderExcluirA voz dele é de um timbre especialíssimo e, junto com a interpretação, nos leva mesmo para outro mundo. A gente sonha, levita, saimos de onde estamos!
Parabéns para o Milton, que venham mais muitos e muitos anos para que ele continue encantando nossos corações!
De novo, ele merece: Viva, Milton!
Milton é um sujeito que transcende. Seu timbre, sua potência vocal... Parece não fazer esforço para cantar. Sua música vem de dentro, da alma. Que interpretação!
ResponderExcluirO "Clube da esquina" colocou Minas Gerais no cenário musical brasileiro graças à canções como essa e tantas outras, que atravessam gerações sem perder o charme e o encanto.
Viva 1972, ano de efervescência musical que nos presenteou com discos como Clube da esquina, Transa, Expresso 2222 e tantos outros! E olha que eles tinham a difícil missão de suceder os anos áureos da bossa nova. Ainda bem que eles aceitaram esse desafio e puderam, com sua arte, engrandecer ainda mais a nossa música.
Bem-vindo, Felipe.
Excluir=)
Obrigado, Luiz!
ExcluirMeus ouvidos explodem porque o arquivo de .mp3 começou defeituoso, mas é só por um milésimo de segundo. Crianças cantando com a mais pura das vozes uma melodia belíssima, seguidas por algo que não se pode colocar palavras para descre-ver; trata-se do mais nobre dos falsettos que ondulou sonoramente à minha cabeça – Milton Nascimento. O disco se chamava “Minas” O ano era 2011, tinha 20 anos de idade. E foi a primeira vez que chorei escutando música
ResponderExcluirAbalado pelo fato de começar a escrever 2 como primeiro número da dezena, mesmo assim foi um ano de marcante por várias razões; porém, uma dessas marcas desse período foi minha imersão total na MPB. Sempre pertenci à legião estrangeira: não escutava nada de musica brasileira. Apaixonei-me por Beethoven, Mozart e Ba-ch com 9 anos quando tocava na flauta doce o tema do 4o movimento da 9a sinfonia do primeiro citado. Isto foi uma das coisas genuínas da minha vontade na infância (musicalmente, vivi povoado de axé por minha mãe e colegas e o pior que vinha da rádio – era Brasília isso). Depois veio o rock e o poder do som elétrico com 14 anos. Hendrix, Pink Floyd, AC/DC sem parar, o dia todo e todo o dia. Essa mentalidade perdurou até 2010, até chegar no Rio de Janeiro. Todas as festas que ia só tinha MPB. Havia flertado um pouco com ela nesse ano com um pouco de Caetano, Gil e Elis depois de me empolgar alucinadamente depois de um porre homérico em uma festa tropicalista. Por mais que corresse fazendo passos de dança que vinham a mim em sinapses rapidíssimas, aquela música que ecoava na minha cabeça era boa de-mais! Escutava uma coisa ali, outra lá... no final do ano alguns artistas brasileiros es-tavam no meu iPod, mas nada ainda tão divisor de águas.
Então algo me partiu, me senti como o Mar Vermelho sendo rasgado para que algo pudesse me trespassar. Como fazia downloads ininterruptos de discos pela in-ternet, deixava para escutá-los no ônibus, na universidade, antes de dormir... Estava já em meu ninho de sono quando apertei play e o estouro aconteceu. Completamen-te serenado pelo coro de meninos e Milton cantando a canção do título da obra, em-polguei-me com “Fé Cega, Faca Molada”. Resultado: Morfeu pôde esperar. Quase que o coração pula pela boca para poder escutar melhor. O problema é que Morfeu havia aberto a caixa de Pandora e feito um aliança com Hypnos para me arrastar às pro-fundezas do sono. Fui forçado a pular as canções até achar uma que fosse mais cal-ma. Até que caiu em “Ponta de Areia”.
Foi a melodia mais linda que já havia escutado em toda minha vida. Senti o maior dos calafrios pela espinha, maior que qualquer solo de guitarra ou orquestra. A letra era pura poesia e a voz de Milton dava uma saudade de um tempo em que jamais vivi; mais: saudade de tudo, de um mundo de bromélias e violetas em janelas de casas, de pais brincando com filhos e das mães pedindo para os meninos terem juízo; de um mundo que a única preocupação é se vai chover ou fazer sol; de um mundo em que trovadores e palhaços vivessem sendo recebidos com abraços. Per-cebi que me tornava o maquinista do trem, o trem da minha vida, que já viu tantas paisagens do esplendor e do horror, mas que é preciso me armar com a maior qua-tidade de filosofia para enfrentar a vida. “Você pode sair fazer carinho nos cavalos e deixar que uma borboleta pouse no seu dedo e os dois conversem. Quando voltar a seu percurso, erga a boina suja de carvão se segure ao inclinar pela janela; saúda o vento e o viver” foi o que falei pra mim. Boa parte da minha vida passei pelos mo-mentos adolescentes de se sentir incompreendido pelo mundo; o meu caso é que, no fundo do fundo, quando converso com o meu passarinho azul ao não ter ninguém por perto e debaixo dos meus lençóis, dizia a ele que era triste. Fui mais triste por ser proibido de me entristecer ou o que todos falam: “na vida se tem que ser feliz”. Sentia-me como Ferreira Gullar no exílio, relembrando sua infância (Lá vai o trem com o menino / Lá vai a vida a rodar / Lá vai ciranda e destino / Cidade e noite a girar / Lá vai o trem sem destino / Pro dia novo encontrar / Correndo vai pela terra / Vai pela serra /Vai pelo mar”); quando mais novo, sonhava e orava ao meu anjo da guar-da me conceder asas para que pudesse voar.
ResponderExcluirQuando fui me dar conta, lágrimas corriam pelo meu rosto. Não é preciso ser feliz para viver. Cansei da tristeza ser abominada. Como Karl Ove Knausgard abre em seu livro A Morte do Pai: para o coração, a vida é simples; ele bate, bate depois para. A busca incessante por ser feliz só me gerou mais infelicidade, e aí que desco-bri, pela voz de Milton, que há pessoas com a essência alegre ou triste; claro que um pode ter um pouco do outro, mas o alicerce de uma pessoa tem que ser só uma emo-ção. Por que afastar a tristeza? É dela que fazem aflorar as noites cabisbaixas em lu-ares de refletindo em rios de lágrimas de emoção ao escutar o que eu escutei. Foi a beleza que finalmente me deu um abraço.
Fazer essa viagem interna é a coisa mais importante que uma pessoa tem que fazer, como fiz nessa noite de “Ponta de Areia” e venho fazendo desde então, e sem-pre descubro novas paisagens e aventuras homéricas. Importa é a música, nossa música que vem de dentro, em forma de canções, poesia, literatura... Música é a rai-nha de todas as artes, como diz Tom Zé. Um dos mais valiosos aprendizados que re-cebi, nesse caso de Milton Nascimento, é que uma pessoas, cedo ou tarde (mas pre-ferivelmente cedo) saiba ouvir os sopros da alma, pois eles são baixinhos e quase inaudíveis e imberbes com a simplicidade das respostas das crianças. Há de haver uma hora de se atar ao que vale a pena ao seu ser e se deixar levar acaso se encon-trar chorando a uma canção do coração, como me aconteceu.
Obrigado, Milton.
Bem-vindo, João.
Excluir=)
Vou ver se consigo alterar meu nome na conta do blogspot. Acabei de me lebmbrar que é por isso que está como Caliban
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