Tudo que se dá à leitura é texto. Afinar o olhar e saber ler o mundo é poder agir sobre ele, tecendo e destecendo a vida, assumindo a autoria de sua história. Inspirado no poema Ler o Mundo, de Afonso Romano de Santanna (1989), o portal nasceu em 2007 com a missão de mudar a perspectiva do olhar dos meus alunos de Comunicação Social e de Artes e Design da PUC-Rio. E transformou-se numa prática de leitura e de autoria fundamentada na interlocução e na parceria. luizfavilla@gmail.com
É engraçado perceber como alguns hábitos não são unicamente nossos. Me vejo em algumas dessas imagens, mas em outras penso: "Nossa! Como alguém pode fazer isso?". Para mim o leitor tem todos os direitos, desde que não atrapalhe ninguém e nunca deixe de ler.
Confesso que já me peguei fazendo todas essas coisas! Amo ler e estar envolvidas com histórias, e essas manias são consequências desse momento mágico que é ler!!!
Já me dei o direito de fazer todas essas coisas! Mas o direito frequente é o de número 6 o de confundir com a vida real. Romances então... é uma choradeira que só! Como dizem... Ler é tudo de bom!
Faltou "o direito de enrolar para terminar o livro por ter se apegado aos personagens". Faço isso com uma frequência assustadora. Costumam dizer que quando se lê um livro existem dois tipos de leitura: a sua do livro e a do livro de você.
Ainda bem que não é um direito do leitor grifar os textos do livro. Livro é uma obra de arte. Rabiscamos uma tela, riscamos uma escultura? Então, por que grifam os textos? existe um produto revolucionário chamado bloco de anotações. Usem-no sem restrições. O livro agradece.
O livro é o objeto mais importante da história da sociedade. Livros percorrem anos, gerações e eras, transmitem ideias, reinventam o passado. Sem o poder dos livros e da leitura não seriamos a metade do que nós somos hoje, não teríamos metade de nossa inteligencia e nem metade de nossos pensamentos e sonhos. Me lembro quando me apaixonei pela leitura. Era bem pequeno, no colégio, quando fui apresentado a grande mestra Ruth Rocha, com suas histórias envolventes e encantadoras, perfeitamente construídas. Também não posso me esquecer do grandiosíssimo Ziraldo, amava todas as histórias da turma do pererê, do menino maluquinho etc... Apaixonado fui passando por diversos autores, descobrindo mundos e amigos de papel. Agradeço a quem inventou o livro, e a quem me influenciou a lê-los.
Dos mandamentos, os que eu mais gostei foram o 6 e o 10. 'Confundir um livro com a vida real' e 'não falar do que se leu'. Os sentimentos evocados pela obra de arte são verdadeiros; sentimentos, por vezes, tão individuais, íntimos e profundos, que não merecem nem podem ser exprimidos em palavras. O problema é fazer o inverso: achar que a vida real não é arte.
Não concordo com o comentário do Luiz Carlos. O leitor também tem o direito de sublinhar as frases que mais lhe tocam, e também de escrever os pensamentos devenientes. Ninguém sabe o risco do bordado. A arte é interativa. É preciso se doar também.
Para mim, a leitura vai muito além dos livros. Sou apaixonada por livros de romance e recentemente terminei de ler "Um Porto Seguro". Sempre me emociono e dessa vez não foi diferente: terminei o livro aos prantos. Esses mandamentos são ótimos! Eu apenas acrescentaria mais um: o leitor tem o direito de interpretar os personagens! Por diversas vezes eu me pego fazendo as coisas que leio. Se está escrito que alguém piscou os olhos rapidamente, mexeu no cabelo, ou qualquer outra coisa, pode ter certeza que eu estarei fazendo também!!
11 - O direito de ser um leitor!
ResponderExcluirSensacional! Somos todos leitores do mundo!
É engraçado perceber como alguns hábitos não são unicamente nossos. Me vejo em algumas dessas imagens, mas em outras penso: "Nossa! Como alguém pode fazer isso?".
ResponderExcluirPara mim o leitor tem todos os direitos, desde que não atrapalhe ninguém e nunca deixe de ler.
Confesso que já me peguei fazendo todas essas coisas! Amo ler e estar envolvidas com histórias, e essas manias são consequências desse momento mágico que é ler!!!
ResponderExcluirJá me dei o direito de fazer todas essas coisas! Mas o direito frequente é o de número 6 o de confundir com a vida real. Romances então... é uma choradeira que só! Como dizem... Ler é tudo de bom!
ResponderExcluirFaltou "o direito de enrolar para terminar o livro por ter se apegado aos personagens". Faço isso com uma frequência assustadora.
ResponderExcluirCostumam dizer que quando se lê um livro existem dois tipos de leitura: a sua do livro e a do livro de você.
Ainda bem que não é um direito do leitor grifar os textos do livro. Livro é uma obra de arte. Rabiscamos uma tela, riscamos uma escultura? Então, por que grifam os textos? existe um produto revolucionário chamado bloco de anotações. Usem-no sem restrições. O livro agradece.
ResponderExcluirLuiz Carlos - 13h
O livro é o objeto mais importante da história da sociedade. Livros percorrem anos, gerações e eras, transmitem ideias, reinventam o passado. Sem o poder dos livros e da leitura não seriamos a metade do que nós somos hoje, não teríamos metade de nossa inteligencia e nem metade de nossos pensamentos e sonhos. Me lembro quando me apaixonei pela leitura. Era bem pequeno, no colégio, quando fui apresentado a grande mestra Ruth Rocha, com suas histórias envolventes e encantadoras, perfeitamente construídas. Também não posso me esquecer do grandiosíssimo Ziraldo, amava todas as histórias da turma do pererê, do menino maluquinho etc...
ResponderExcluirApaixonado fui passando por diversos autores, descobrindo mundos e amigos de papel.
Agradeço a quem inventou o livro, e a quem me influenciou a lê-los.
Dos mandamentos, os que eu mais gostei foram o 6 e o 10. 'Confundir um livro com a vida real' e 'não falar do que se leu'. Os sentimentos evocados pela obra de arte são verdadeiros; sentimentos, por vezes, tão individuais, íntimos e profundos, que não merecem nem podem ser exprimidos em palavras. O problema é fazer o inverso: achar que a vida real não é arte.
ResponderExcluirNão concordo com o comentário do Luiz Carlos. O leitor também tem o direito de sublinhar as frases que mais lhe tocam, e também de escrever os pensamentos devenientes. Ninguém sabe o risco do bordado. A arte é interativa. É preciso se doar também.
Para mim, a leitura vai muito além dos livros. Sou apaixonada por livros de romance e recentemente terminei de ler "Um Porto Seguro". Sempre me emociono e dessa vez não foi diferente: terminei o livro aos prantos.
ResponderExcluirEsses mandamentos são ótimos! Eu apenas acrescentaria mais um: o leitor tem o direito de interpretar os personagens! Por diversas vezes eu me pego fazendo as coisas que leio. Se está escrito que alguém piscou os olhos rapidamente, mexeu no cabelo, ou qualquer outra coisa, pode ter certeza que eu estarei fazendo também!!