Jean Baudrillard - Sociedade de Consumo Arte: Quino Título: filme aqui
Tudo que se dá à leitura é texto. Afinar o olhar e saber ler o mundo é poder agir sobre ele, tecendo e destecendo a vida, assumindo a autoria de sua história. Inspirado no poema Ler o Mundo, de Afonso Romano de Santanna (1989), o portal nasceu em 2007 com a missão de mudar a perspectiva do olhar dos meus alunos de Comunicação Social e de Artes e Design da PUC-Rio. E transformou-se numa prática de leitura e de autoria fundamentada na interlocução e na parceria. luizfavilla@gmail.com

É engraçado ser comunicóloga. Sou na verdade não só uma prostituta de ideias, mas, também, uma manipuladora de ideias. Aprendo isso todo dia em todas as aulas em todos os exemplos que meus professores utilizam para explicar seja lá o que for. Deveria ficar triste com isso? Deveria pensar "ah, nessa eu não caiu mais!"? Nem dá. Por mais que eu saiba que aquele produto não está sendo vendido, e, sim, um estilo de vida, o comercial ainda assim me suga e me convence que preciso ser igual àquela fulana ali. Vivo nessa sociedade de consumo. Só sei ser isto mesmo: consumista. Consumo objetos, consumo ideias, consumo palavras, consumo, consumo, consumo, CONSUMO. É a minha realidade. É a nossa realidade. É a nossa cultura. Não há exatamente como mudar isso. É uma realidade até difícil de se acreditar, pois, a não ser os que estudam, a lente etnocêntrica sempre falará mais alta e sempre será a dominante, fazendo com que seja impossível enxergar outra versão da verdade que não seja a que nos está sendo apresentada: felicidade = consumo.
ResponderExcluirO que importa não é a duração, é a massagem no ego que tal produto vai causar. A diferença do carro do ano de 2011 pro de 2012 é apenas um detalhe no parachoque. O iphone 5 ficou apenas um pouco mais fino e leve. As diferenças são praticamente insignificantes, mas a sociedade está sempre buzinando nos nossos ouvidos que o lançamento é o melhor. Será? As pessoas compram produtos no intuito de mostrar aos outros que tem o mais novo lançamento, mas isso não torna ninguém melhor do que ninguém. Infelizmente somos apegados a bens materiais de pouca duração enquanto existem coisas muito mais valiosas(não no sentido monetário) que valem mais a pena.
ResponderExcluirO estilo de vida por traz do produto influencia muito nas compras das pessoas. Ainda bem que meu estilo de vida e o que eu entendo por viver bem, passa longe disso. Querer certas coisas é normal, mas querer todas é doença. Conheço uma pessoa que tem tem onzeeee aparelhos de DVD em casa, sendo que só moram 4 pessoas lá . Juro que não consigo entender o porque disso. Acho que esse tipo de pessoa não percebe quanto dinheiro joga fora com essas coisas.
ResponderExcluirAcho complicado falar sobre esse assunto. Por mais que no curso a gente aprenda maneiras de vender ideias, esquecemos que também somos alvos da publicidade. Consumimos de uma maneira desnecessária, só por status. Eu, que fui criada na Zona Norte, vejo na faculdade um mundo diferente, que está andando lado a lado com um desfile de moda. Muitas pessoas parecem que só se importam com marcas e grifes, o que me leva a pensar: "são autores ou atores?". Meu pai me ensinou desde criança "você é o que você lê, vê e ouve", então será que um celular de 2000 reais mostra quem você é?
ResponderExcluirO que compramos hoje em dia não é o produto, mas a marca e o status atribuído a ela. Calvin que disse: Uma boa camiseta transforma quem a veste em um cartaz corporativo ambulante!
ResponderExcluirhttp://www.nobodygoeshere.com/wp-content/uploads/2012/05/calvin-and-hobbes-walking-billboard.jpg
Desafio proposto, assistir a comerciais e não comprarmos ideias. Quantas vezes uma propaganda impregnou na minha mente e fez surgir um desejo de consumo. Eles, que serão muitos de nós de futuro, querem vender mais que um produto, querem vender emoções. Estilo de vida como mostrado no quadrinho. E nós compramos e entramos na caixinha a cada vez que entramos nesse mundo controlado.
ResponderExcluirSe um líder do Império Romano olhasse pra nossa sociedade diria que precisamos utilizar apenas aquilo que necessitamos. Se um Grego Antigo olhasse pra nossa sociedade diria que nosso mundo é caótico, nossa arte está longe do belo, utilizamos o físico apenas como uma forma de expressão e não conhecimento interno. Um comunista nos vê como porcos sujos do capitalismo que compram compram compram ... É válida essa reflexão de como outros nos olham. Primeiro para que nós possamos nos olhar de algumas maneiras diferentes, e sair sem da "tal" caixinha. Falar que somos consumidores e pronto, é mais ou menos dizer que não tem jeito; vivo bem assim, nada me incomoda e mudar pra quê. Nosso olhar tem que um pouco mais amplo! Sair um pouco do óbvio, do tradicional. Segundo que toda essa necessidade que achamos ter - por exemplo de comprar um celular novo, um carro novo - é criada, inventada por alguém que irá nos vender. Não sou daqueles que acredita na manipulação de tudo e de todos. Mas sou daqueles que acredita que somos talhados e moldados para sermos muitas vezes quem não somos. Ser estável financeiramente é importante nessa sociedade, talvez não fosse para os gregos antigos ou para os hindus, mas para nós é. E sendo assim, temos que sê-los para poder sobreviver bem. Porém não precisávamos nos tornar uma sociedade pauta nessa consumo de tudo. Nessa compulsão generalizada. Vamos botar a cabeça no centro. Será que vale mais a pena comprar um celular novíssimo ou comprar um livro? Estou dizendo que não é preciso ter coisas para ter uma boa qualidade de vida. É primeiro necessário ser e estar. O ter vamos conquistando conforme a nossa vivência. Temos sempre que nos entender primeiro para que depois possamos nos avaliar.
ResponderExcluirEngraçado pensar que a publicidade manipula qualquer pessoa, até mesmo os próprios publicitários. O marketing está em todo lugar, é impossível escapar desse mundo dos comerciais, outdoors e afins. Estamos presos! Estamos cada vez mais obcecados por nos modernizar tecnologicamente e ganhar um status cada vez maior na sociedade, e para isso, seguimos o caminho que a propaganda nos oferece, deixando-nos levar pela utopia criada em nossos inconscientes. Isso me lembra a Sociedade do Espetáculo depois das 'crises burguesas': "Não importa o que temos, mas o que aparentamos ter". Hoje em dia, a aparência é tudo!
ResponderExcluirCada vez mais compramos por status. Acho muito difícil alguém que não compre pensando na imagem que vai passar para os outros. Mas não colocaria só por esse lado, acho que há a satisfação pessoal também. Por que não? Acho que fica muito superficial tratar o consumo só como algo imposto e uma manipulação. Muitos produtos são realmente importantes, facilitadores e, hoje em dia, essenciais. Tudo depende da sua necessidade. Algo que pode ser importante e fundamental para um, não é para o outro. Compramos muita coisa por impulso ou por ter sido convencido pela mídia ou por uma publicidade que aquilo traz status, mas não podemos generalizar.
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