Tudo que se dá à leitura é texto. Afinar o olhar e saber ler o mundo é poder agir sobre ele, tecendo e destecendo a vida, assumindo a autoria de sua história. Inspirado no poema Ler o Mundo, de Afonso Romano de Santanna (1989), o portal nasceu em 2007 com a missão de mudar a perspectiva do olhar dos meus alunos de Comunicação Social e de Artes e Design da PUC-Rio. E transformou-se numa prática de leitura e de autoria fundamentada na interlocução e na parceria. luizfavilla@gmail.com
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Quem parte leva a saudade de alguém.
Da série bonito é tudo aquilo que não dou conta de ver sozinho.
É como se o filme desse vida ao inanimado; a bicicleta, tornando-o mais belo. É esse o personagem principal da história, é o simbolo da peregrinação, o cajado da modernidade, a sabedoria que vem da terra, o conhecimento que é adquirido graças a vivencia e as experiencias da vida de um andarilho. Assim se vive, assim passa-se pelos rituais da vida, de perda e aprendizado. Uma fotografia inspiradora, que mostra a beleza por traços minimalistas, usando sempre um jogo interessante de sombra. Uma trilha sonora envolvente que nos faz sentir de corpo, alma e mente a perda da vida, algo por qual todos já passaram ou passarão (os personagens não possuem faces, são universais, não há uma feição que os defina ou que determine lugar e cultura). A fotografia releva a natureza em relação ao homem, fazendo-a grandiloquente (pelas graciosas e enormes árvores) e potente (sopros de um vento onipresente). Não só a natureza como a bicicleta deixam mais leve o peso da existencia; da dor e da perda. O reencontro final vai além da catarse, retrata o mosaico da vida. É um final que abrirá alas a um recomeço, como num ciclo infindável. Nós morremos, mas sempre existirá vida e suas passagens de ritos. Apesar das religiões cristãs e judaicas verem o fenomeno (ilusório) da vida em uma linha reta (diferente das religiões e culturas mais orientais, como o budismo, que enxerga um círculo), não deixa de ser uma linha que se recria e que se estende com o progresso humano. Afinal, porque não podemos estar vivendo a morte ao inves da vida? O curta nós eleva o pensamento a uma série de questões existencialistas e anárquicas. Realmente uma bela obra que não deixa espaço para criticas.
Que lindo esse filme!
ResponderExcluirNossa, estou sem palavras. Entrou para a minha lista de "da série gostaria de ter sido o criador".
Muito bom.
É como se o filme desse vida ao inanimado; a bicicleta, tornando-o mais belo. É esse o personagem principal da história, é o simbolo da peregrinação, o cajado da modernidade, a sabedoria que vem da terra, o conhecimento que é adquirido graças a vivencia e as experiencias da vida de um andarilho. Assim se vive, assim passa-se pelos rituais da vida, de perda e aprendizado. Uma fotografia inspiradora, que mostra a beleza por traços minimalistas, usando sempre um jogo interessante de sombra. Uma trilha sonora envolvente que nos faz sentir de corpo, alma e mente a perda da vida, algo por qual todos já passaram ou passarão (os personagens não possuem faces, são universais, não há uma feição que os defina ou que determine lugar e cultura). A fotografia releva a natureza em relação ao homem, fazendo-a grandiloquente (pelas graciosas e enormes árvores) e potente (sopros de um vento onipresente). Não só a natureza como a bicicleta deixam mais leve o peso da existencia; da dor e da perda. O reencontro final vai além da catarse, retrata o mosaico da vida. É um final que abrirá alas a um recomeço, como num ciclo infindável. Nós morremos, mas sempre existirá vida e suas passagens de ritos. Apesar das religiões cristãs e judaicas verem o fenomeno (ilusório) da vida em uma linha reta (diferente das religiões e culturas mais orientais, como o budismo, que enxerga um círculo), não deixa de ser uma linha que se recria e que se estende com o progresso humano. Afinal, porque não podemos estar vivendo a morte ao inves da vida? O curta nós eleva o pensamento a uma série de questões existencialistas e anárquicas. Realmente uma bela obra que não deixa espaço para criticas.
ResponderExcluirLeonardo do Valle 13h