Havia um cego sentado na calçada, em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: “Por favor, ajude-me sou cego". Um redator criativo, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o pedaço de madeira virou-o, e com um giz, escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora. Pela tarde, o redator voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora o seu boné estava cheio de moedas. O cego reconheceu os passos e pergunto-lhe se havia sido ele quem reescreveu sua placa, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O redator respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras." Sorriu e continuou seu caminho. O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia: HOJE É PRIMAVERA EM PARIS E EU NÃO POSSO VÊ-LA.
O que nos faz humanos é a palavra. Elas podem afastar ou aproximar pessoas. Escolher palavras capazes de envolver e encantar leitores é a arte da comunicação. (Autor desconhecido)

Grande Favilla, aluno, professor, texto!!
ResponderExcluirObrigado pelo prazer que me oferece com este b(e)log.
Li tudo até aqui. Achei ótimo. E quero mais!!
Um grande abraço.
Mestre Ricardo: uma honra ter seu olhar por aqui. Grato pelo carinho.
ResponderExcluir=)
Esse texto rodou a internet um tempo atrás, mas é sempre bom reler algo assim. Incrível como a seleção vocabular certa pode mudar a postura das pessoas. Lindo texto!
ResponderExcluirRecebi esse texto uma vez por email; lindo demais. Tem um impacto muito maior que o que estava escrito anteriormente. Passa uma mensagem bem maior e mais sensível que a primeira.
ResponderExcluirMuito legal. As vezes trocar bonito por belo ou seis por meia dúzia faz a diferença para o leitor. Abs, mestre!
ResponderExcluirJá tinha ouvido falar dessa história no "RECLAME", um programa sobre publicidade que passa no MULTISHOW.
ResponderExcluirMe lembrou o video que você passou em sala, do pedinte com um placa pedindo moedas para um Ferrari, uma viagem ao Hawai e etc...
A diferença é que esse é mais tocante, ao invez de cômico.
Vou mostrar para minha mãe que vive dizendo que publicidade é uma profissao sem escrúpulos que serve somente pra te convencer a comprar alguma coisa que você nao precisa ahahhahhaha.
abraços
Bem-vindo, Lucas.
ResponderExcluirPublicitário não é indigente Publicitário tb é gente. Aliás, a propaganda foi inventada pela igreja para difundir a fé entre a humanidade. E a persuasão é uma das mais importantes ferramentas da comunicação. Agora, existem pessoas sem escrúpulos em todas as profissões, certo? =)
Essa história é demais, eu já conhecia. É a mais pura verdade, comunicação nada mais é do que a arte do encantamento, as vezes funciona mais trabalhar com sentimento e intuição do que com a racionalidade pura.
ResponderExcluirBem-vinda, Fernanda!
ResponderExcluirIntuição: siga sempre a sua.
=)
Muito bom, ADOREI. Acho que é isso que me encanta nessa profissão. O poder de sensibilizar e emocionar as pessoas, ainda mais quando é para uma boa causa.
ResponderExcluirBem-vinda, Ana.
ResponderExcluirAs palavras não têm princípios.
Por isso quem as usa precisa ter.
=)
Esse texto retrata perfeitamente como a escolha das palavras certas pode mudar até mesmo a atitude dos leitores, e como eles enxergam o autor. Por isso é tão importante refletir sobre o que se escreve em cada texto, para que as palavras e termos utilizados não criem conflitos.
ResponderExcluirSaber se comunicar não é saber o que dizer, mas como dizer. É exatamente isso! Adorei, achei lindo! Esse redator realmente é uma pessoa que sabe "olhar".
ResponderExcluirProfessor, desculpa!!! O comentário foi anônimo, mas sou eu!
ResponderExcluirBeijos!
Concordo que o que faz o homem é a palavra. É como você disse no segundo dia de aula: "Não adianta nada falar e depois se arrepender, você já vai ter dito". Nesse caso, foi a maneira como se usou as palavras que mudou tudo. Ainda acredito na sensibilidade do ser humano e em sua preferência pelo diferente, tocante e de certa forma, irônico.
ResponderExcluirAmigoTexto,
ResponderExcluirA cada dia as palavras me encantam mais e esse texto deixa claro a necessidade de domina-las, sem isso somos todos cegos aguardando uma esmola.
Fagner
esse texto limpa a alma. o mundo seria um lugar melhor se tivessem mais pessoas que pensassem nas necessidades de outras.
ResponderExcluirMonique, Fagner, Renata, Julia, Rafael, Ana, pessoas leitoras:
ResponderExcluiro mundo somos nós, o que cada um de nós está fazendo para construir relações fraternas é o que fará a diferença. A escolha das palavras é muito importante na construção de pontes com as outras pessoas. Afinem o olhar, leiam o mundo e deixem suas caligrafias transformadoras. Parece fácil, né? (rsss) Prática ajuda. Cuidem-se. Sempre. Muito.
Muito bonito. A palavra e o modo como falamos ou nos comunicamos é a chave para bons relacionamentos. É muito importante saber se expressar.
ResponderExcluirAh, emocionante! Mas esse pedaço me marcou mais "O que nos faz humanos é a palavra. Elas podem afastar ou aproximar pessoas." É verdade... E não é fácil.
ResponderExcluirNunca tinha lido esse texto e amei! Realmente espero que um dia eu seja capaz de mexer com as palavras de tal forma.
ResponderExcluirMuito bom! As palavras tem poder. Somos livres para fazer o que quiser com elas. Temos esse poder nas mãos. Basta saber usá-las da melhor forma.
ResponderExcluirJá tinha lido esse texto, mas acho genial a cada vez que leio. Tal como a imagem ao lado, escrever é mesmo pisar em ovos. Acho que a palavra, não só a escrita, mas a falada, talvez principalmente esta, tem um poder enorme. Uma palavra mal colocada pode fazer com que você não seja escolhido na entrevista de emprego. Uma outra que deixou de ser dita pode te fazer perder alguns minutos que teria com aquela pessoa especial. Nada do que se diz ou escreve é à toa. Acredito que, mesmo no "texto jogado" do não criativo, cada pequena palavra, cada "ele", "ela", "mas", "então", tem, ainda que inconscientemente, um motivo, um porquê de estar ali. Todos, de alguma forma, queremos atingir alguma coisa ou alguém. Na escola sempre dei valor maior à redação do que às outras matérias. Sem querer tirar o mérito da matemática ou da biologia - afinal o que seriamos sem elas? -, mas penso que, enquanto a ciência muda a cada instante e as exatas nem sempre são tão exatas, as palavras, mesmo sem compromisso, transformam, e, ainda que o tempo passe, elas sempre permanecem.
ResponderExcluirKarla F. (2IC)
Realmente, quando escolhemos as palavras certas conseguimos coisas que antes não eram possíveis. A escolha certa encanta quem lê e provoca as reações mais variadas. O simples apelo do cego não foi suficiente, mas quando o publicitário acrescentou novas palavras, conseguiu tocar quem passava.
ResponderExcluirEh impressionante como as palvras podem mudam os significados das coisas. Com palavras temos todo o poder do mundo. So falta aprendermos a usa-las. Espero conseguir usa-las tao bem um dia.
ResponderExcluirFala Favilla,
ResponderExcluirfazia um tempo que não passava por aqui.
Como costumava ser, sempre tem coisa boa aqui.
Abraço.
Um texto pode não dizer nada, e uma só frase pode dizer muita coisa. É a tal da escolha de palavras, um exercício desafiador... Escrever é mesmo "pisar em ovos": tarefa que exige cuidado, paciência, dedicação. E também um pouco de coração, de razão, sensibilidade, revisões, cortes e sedução. Envolver não é uma arte fácil. Mesmo para nós, futuros comunicólogos, as palavras encantam e arrepiam. Traduzem nosso mundo, nosso mais íntimo olhar, mas também podem ser mais um clichê, sem mostrar novidade. Que o desafio seja lançado e possamos cada vez mais encantar pessoas com a arte da escrita!
ResponderExcluirIsso me lembrou de um texto do Ferreira Gullar, que se chama "Do acaso å necessidade". O autor relata o momento em que a idéia surge, as palavras aparecem e a busca por novas palavras começa:
ResponderExcluir'...escrever, portanto, é vencer o acaso, tornar o fortuito necessário... daí eu ter afirmado, certa vez, que A ARTE EXISTE PORQUE A VIDA NÃO BASTA. E não basta porque tem de ser inventada... assim como só então entendi que não queria 'começar' o poema, só agora também percebi que ele acabou antes que eu decidisse... o final foi inventado por mim, conscientemente, fora do barato em que o compunha, porque teria de dar-lhe um fecho. De modo que é assim: o poema, de fato, não tem começo nem fim.'
Essa história ilustra o que estou aprendendo na faculdade: a escolha das palavras importa e MUITO.
ResponderExcluirSaber quais palavras ou qual a combinação delas irá encantar, seduzir o leitor.
Essas palavras, esses conceitos, esses objetivos já estão gravados na minha mente. Obrigado Favilla. A sua parte foi feita, cabe agora a mim. Prometo tentar. No dia 7 de maio a gente vê o resultado =D
Perfeitamente. A palavra é uma extensão do pensamento, da ideia que se quer passar. Uma simples palavra pode mudar muitas coisas. A cada dia só me convenço mais disso, saber aplicar a palavra certa e na hora certa é essencial e diferencia o bom locutor.
ResponderExcluirA abordagem alternativa proposta pelo segundo texto coloca o apelo social em segundo plano e toca no emocional do leitor, no caso o público-alvo do homem cego. Resignificando a "primavera", que passa, para esse leitor, de algo corriqueiro a um privilégio (já que o cego não pode apreciá-la e ele sim), o texto inspira o sentimento de compaixão a partir da reinversão de valores, onde uma pequena coisa, que antes apresentava-se usual, mostra o grande vazio que existe por trás de sua ausência.
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