sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Livro animado.

Livros dão vida a histórias por meio da imaginação. Partindo desse pressuposto, Andersen M Studio criou a animação para a “New Zealand Book Council”, uma organização da Nova Zelândia que promove livros e seus escritores, e ainda incentiva a leitura. A animação usou por volta de 3.000 imagens para seus um pouco mais de 2 minutos e mostra, através de páginas de um livro, o conto “Going West” de Maurice Gee ganhando vida. É como aqueles cartões pop-up caríssimos que vendem nas papelarias, mas nesse caso, as imagens contam uma história. Além da internet, o filme está sendo exibido nos cinemas da Nova Zelândia e também foi lançado em DVD como parte do pacote promocional do filme “Under the Mountain”.
Da série gostaria de ter sido o criador. (Li no smellycat.com.br)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Parabéns, autores.


Aline Melo, Bernardo Davila, Giovanna Bins e Karina Ramil são os vencedores do último desafio de escrita criativa. Garantiram meio ponto extra no G2. Tomara que fiquem com dez e meio.


=)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Os quatro fantasmas.

"Leiga, totalmente leiga em psicanálise, é o que sou. Mas interessada como se dela dependesse minha sobrevivência. Para saciar essa minha curiosidade, costumo ler alguns livros sobre o assunto, e outro dia, envolvida por um texto instigante, me deparei com as quatro principais questões que assombram nossas vidas e que determinam nossa sanidade mental. São elas: 1 - Sabemos que vamos morrer. 2 - Somos livres para viver como desejamos. 3 - Nossa solidão é intrínseca. 4 - A vida não tem sentido. Basicamente, isso. Nossas maiores angústias de dificuldades advêm da maneira como lidamos com nossa finitude, com nossa liberdade, com nossa solidão e com a gratuidade da vida. Sábio é aquele que, diante dessas quatro verdades, não se desespera. Realmente, não são questões fáceis. A consciência de que vamos morrer talvez seja a mais desestabilizadora, mas costumamos pensar nisso apenas quando há uma ameaça concreta: o diagnóstico de uma doença ou o avanço da idade. As outras perturbações são mais corriqueiras. Somos livres para escolher o que fazer de nossas vidas, e isso é amedrontador, pois coloca a responsabilidade em nossas mãos. A solidão assusta, mas sabemos que há como conviver com ela: basta que a gente dê conteúdo à nossa existência, que tenhamos uma vontade incessante de aprender, de saber, de se autoconhecer. Quanto à gratuidade da vida, alguns resolvem com religião, outros com bom humor e humildade. O que estamos fazendo aqui? Estamos todos de passagem. Portanto, não aborreça os outros e nem a sim próprio, trate de fazer o bem e de se divertir, que já é um grande projeto pessoal. Volto a destacar: bom humor e humildade são essenciais para ficarmos em paz. Os arrogantes são os que menos conseguem conviver com a finitude, com a liberdade, com a solidão e com a falta de sentido da vida. Eles se julgam imortais, eles querem ditar as regras para os outros, eles recusam o silêncio e não vivem sem aplausos e holofotes, dos quais são patéticos dependentes. A arrogância e a falta de humor conduzem muita gente a um sofrimento que poderia ser bastante minimizado: bastaria que eles tivessem mais tolerância diante das incertezas. Tudo é incerto, a começar pelo dia e a hora da nossa morte. Incerto é nosso destino, pois, por mais que façamos escolhas, elas só se mostrarão acertadas ou desastrosas lá adiante, na hora do balanço final. Incertos são nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só. Enfim, incerta é a vida e tudo que ela comporta. Somos aprendizes, somos novatos, mas beneficiários de uma dádiva: nascemos. Tivemos a chance de existir. De nos relacionar. De fazer tentativas. O sentido disso tudo? Fazer parte. Simplesmente fazer parte."
(Texto de Martha Medeiros. Foto: Chema Madoz)

{ Dedicado aos meus alunos de Comunicação Social que desembarcam nesta estação. Foi um prazer fazer parte da vida de vocês. Cuidem-se. Sempre. Muito. }

domingo, 29 de novembro de 2009


"Você vale o que você sabe. Nunca aposente o seu cérebro."

Eliezer Batista, 85 anos, no documentário O Engenheiro do Brasil, sobre a vida do empresário que transformou a Vale do Rio Doce na maior mineradora do mundo.
(Li no OGlobo, p.2 de 29/11/09)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Da série gostaria de ter sido o criador.

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Lucas Martell, um belo dia, resolveu que queria aprender a fazer animação em 3D. Cinco anos depois veja o belíssimo resultado escrito e dirigido por ele. Absolutamente genial. Clique no making of e conheça todo o processo de criação e produção do trabalho. (Li no Let's Blogar)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


"Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento".
(Clarice Lispector )

domingo, 22 de novembro de 2009

Confesso que vivi.

É uma dramatização. Mas, juro, não está longe da verdade. Já vivi situações profissionais muito parecidas com as do filme. Afinal, o cliente tem sempre razão. Ou não?
Dica de Rodrigo Purchio, aluno de Comunicação Social da PUC-Rio.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A Criação da Marca.

- Só isso?
- Quanto mais simples, melhor.
- Mas um traço horizontal cruzando com outro vertical não quer dizer nada.
- Desculpe, mas eu acho que quer dizer tudo.
- Lá vem você com filosofia de criador.
- Pra começar, é sinal de mais. Superpositivo.
- Pois a primeira coisa que me lembra é sofrimento, método de execução doloroso, morte lenta.
- Aí é que tá. Contrapondo esse lado negativo a uma visão otimista, a marca mostra uma figura humana de pé em seus traços mais básicos, e ainda por cima, de braços abertos, acolhedora, livre, tão confiante que pode se apresentar indefesa. É também nessa posição que os pássaros voam.
- Quem está voando é você.
- E vou mais longe. Olha bem. É a interseção entre o que é terreno – horizontal – e o celestial – vertical. A eterna dualidade do ser humano-divino.
- Duvido que o nosso público entenda isso tudo, ou consiga desenvolver um raciocínio tão elaborado.
- A racionalização fica só entre nós. O público precisa mesmo é sentir, não entender. Se liga nisso: conteúdo nunca é demais, desde que a gente não explique. Quanto mais simples, mais complexo.
- É muito pra minha cabeça. Me dá um foco, um ponto mais exato.
- Bem aqui no cruzamento, ó. Esse é o ponto onde o sagrado se une ao humano. Daqui a algum tempo, um Descartes da vida, entre uma filosofia e outra, vai acabar descobrindo que o cruzamento de duas linhas define com precisão qualquer ponto de qualquer superfície. Imagina isso recebendo o nome de “coordenadas”. Nossa marca também terá sentido de orientação. Caminho, verdade, vida...tudo a ver. Sem falar nos pontos cardeais, que estão bem aqui nas extremidades da marca. Sacou? Norte, sul, leste, oeste. Direcionamento total, cravado no alvo.
- Já que você está tão empolgado com sua exatidão conceitual, me explica as diretrizes da marca. O manual de utilização, como seria?
- Manual pra quê?
- Pra que ela seja utilizada sempre da mesma maneira, ora. É o mínimo que se espera de uma marca.
- Mas isso é péssimo.
- Como assim?
- A simplicidade da forma permite que a marca se manifeste livremente: traço fino, traço grosso, madeira, metal, tecido, qualquer material, qualquer cor. Oficialmente, podemos combinar que o traço horizontal cruza acima da metade do traço vertical, digamos no quarto superior. Mas deste que os traços se cruzem não tem erro. O importante é que as pessoas sintam o símbolo como seu, o adotem sem preocupação com regras formais. Eu garanto que essa marca ainda vira um gesto.
- Gesto?
- Se, com a mão direita, você tocar sua testa, abdômen, o ombro esquerdo e o ombro direito, nessa seqüência, o que acontece?
- É como eu traçasse uma cruz sobre mim.
- Perfeito. Um escudo invisível. Nossa marca sendo reverenciada, fazendo as pessoas se sentirem protegidas.
- Agora você realmente passou do ponto. Tá pensando que é Deus?
- Por que não?
(Adilson Xavier - O Deus da Criação, RJ, BestSeller, 2007.)
{Tomando Jesus Cristo como exemplo de comunicador eficiente, o publicitário Adilson Xavier criou os Dez Mandamentos da criação publicitária. Uma abordagem perspicaz de quem enxergou em Jesus Cristo e nas entrelinhas da bíblia um método eficiente de comunicação baseado em frases de efeito, formulações brilhantes e uma capacidade extraordinária de empolgar o público. Um livro divertido não só para publicitários como também para leigos.}

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sente-se.

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Uma cadeira a voar pelo espaço. Essa é a viagem da Toshiba na campanha para sua nova a linha de TV’s LCD. Com a proposta de representar visualmente a experiência do consumidor com o produto , a Grey London fez uma cadeira subir 98,268 pés com um simples balão de hélio. Câmeras especialmente modeladas para a iniciativa, realizada no deserto de Nevada, filmaram a jornada da cadeira por 83 minutos. O resultado é estonteante. E antes que os chatos perguntem, quatro sistemas GPS independentes monitoraram a cadeira, para assim saber o local exato em que iria cair. Ou seja, certeza de que não seria na cabeça de ninguém. Quase certeza, pelo menos. Li no http://www.brainstorm9.com.br/

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A primeira idéia a gente sempre esquece.

"Idéias que surgem fácil podem ser frutos de associações instantâneas demais e aparecer em mais de um lugar ao mesmo tempo, o que pode causar grandes constrangimentos.
A criatividade é diferente da gratuidade de idéias. Mas… o que são idéias gratuitas? Aquelas que surgem fácil quando somos confrontados a um problema. Por quê elas surgem fácil? Porque sustentam-se no senso comum, no conhecimento superficial e no “achismo”. E qual o risco de usar uma idéia assim, principalmente em soluções empresariais? Como são frutos de associações instantâneas demais, elas podem surgir em mais de um lugar ao mesmo tempo, o que pode causar grandes constrangimentos.
Mas… como isso acontece? É simples: o processo criativo sustenta-se na associação de idéias. Repare à sua volta e você verá que toda idéia tida como criativa, aquela que saiu do plano mental e passou para o campo real das inovações, é fruto de uma ou mais idéias matrizes associadas.
Você usa relógio de pulso? Pois é, esse relógio é um exemplo simples desse processo de associação, transformado em produto pela mente efervescente de Santos Dumont.
As melhores letras de músicas, por exemplo, são aquelas que conduzem quem as ouve pelo terreno das figuras de linguagem, da manifestação da realidade de forma diferente daquela que a maioria usa. É o mesmo processo, o da associação de idéias, funcionando no plano conotativo das palavras, atribuindo sentidos a elas diferentes do seu sentido primário, que justifica a diferença entre um choro contínuo (denotativo) e uma chuva de lágrimas (conotativo).
E como podemos evitar ter idéias que alguém também terá? Evitando usar as primeiras idéias. Pela lógica de funcionamento do senso comum, elas serão as primeiras idéias de todo aquele que transita no mesmo nível de conhecimento que o seu, quando confrontado com problemas semelhantes ao seu.
E o que fazer com as primeiras idéias, já que são inevitáveis? Jogue-as fora. Ou, melhor ainda, reserve uma gaveta só para elas: a gaveta das primeiras idéias. É questão de tempo para percebê-las pipocando aqui e ali, solucionando problemas que, na essência, são muito parecidos.
Quando questionado sobre como ter tantas boas idéias, o químico americano Linus Pauling disse: “É simples… tenha um montão de idéias, depois jogue fora as ruins”.
Evidência que, em se tratando de criação, o axioma “quantidade não é qualidade” ganha proporções bem diferentes".
(Por Eduardo Zugaib - publicado em Webinsider )

(Estou republicando essa postagem porque o tema tem tudo a ver com o momento: vocês estão vivendo a angústia da finalização dos projetos de comunicação e design. Mantenham a luz própria acesa)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Toda força avante.


"A Economist está nas bancas com o título: O Brazil decola. A principal revista de economia do mundo colocou em sua capa a imagem do Redentor como um foguete em ascensão. Texto claro de que o mundo não vê mais o Brasil só como o exótico país do carnaval, do samba, do futebol e da... abundância feminina. O velho mundo está olhando para gente com olhos encantados. Afine também o seu olhar. Invista no conhecimento. (Li no Conversa Afiada)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Modelo de G2 nota dez.

Interação, colaboração e participação são as palavras do milênio. Vejam que genial trabalho em equipe fizeram 172 alunos de Comunicação de uma universidade canadense: um plano sequência de quase 5 minutos com os estudantes interpretando a música I gotta felling do Black Eyed Peas. Uau. Ainda bem que os meus alunos são tão criativos quanto eles. =) (Li no Let's blogar)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Aprendemos palavras para melhorar os olhos.

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Encantador comercial de 2007 me fez lembrar as palavras do Mestre Rubem Alves.

A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo. O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente. E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos. Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente. Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento: a capacidade de se assombrar diante do banal. Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o voo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.
Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. Nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore ou para o curioso das simetrias das folhas. Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam. As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”

sábado, 7 de novembro de 2009

Diário de bordo 20.

Vai começar tudo de novo. Hoje de manhã, passei de bicicleta pelo heliporto da Lagoa e lá estava ela com suas teias erguidas em direção ao céu. A estrutura de metal e adereços especiais é texto: o Natal se aproxima, Ho-Ho-Ho. Isso também significa que o ano letivo está na curva de chegada e entrando na reta final. Ai. Nem sei dizer se isso é positivo ou negativo, diante de tanta leitura e tessitura que ainda tenho que fazer para cumprir as metas do primeiro ano do mestrado. Além de cuidar dos meus 190 alunos. “Com fé eu vou, que a fé não costuma falhar”(GGil). Falando em fé, resolvi apostar na autonomia de minha turma de comunicação. Até dia 30 de novembro a presença não será obrigatória. A turma foi dividida em duplas de trabalho e todos estão desenvolvendo projetos de comunicação que devem ser apresentados em classe nessa data. Até lá, nos horários de sempre, estarei disponível em sala de aula para quem quiser esclarecer alguma dúvida, compartilhar idéias sobre os projetos ou trocar figurinhas sobre a vida, etc. Além das relações eletrônicas via blog, grupo de discussão e imeio. Acredito que os alunos vão usar com sabedoria o tempo disponível. E realizar excelentes projetos. Tomara que eu não me decepcione, amém. Lembrei da professora Marilda Aparecida Behrens: "O grande encontro da era oral, escrita e digital (Lévy, 1999), na Sociedade da Informação, enseja uma prática docente assentada na produção individual e coletiva do conhecimento. Acredita-se que os processos interativos de comunicação, colaboração e criatividade são indispensáveis ao novo profissional esperado para atuar nessa sociedade. Para desenvolver estes processos, há necessidade de oferecer nas universidades uma prática pedagógica que propicie ações conjuntas, e que prepare os alunos para empreender e conquistar esta qualificação, a partir da sala de aula (...) Por sua vez, o aluno precisa ultrapassar o papel passivo de repetidor fiel dos ensinamentos do professor e tornar-se criativo, crítico, pesquisador e atuante para produzir conhecimento e transformar a realidade". Uma excelente notícia aponta que estamos no caminho certo: duas alunas do semestre repassado vieram me procurar para dividir uma alegria. Foram aprovadas no programa de estágio remunerado de uma operadora de telefonia. Depois de várias entrevistas, o exame final foi um desafio de escrita criativa. Moleza, para os passageiros dessa Nave. (rsss orgulhosos) E as turmas de Design? Bem, estão todos envolvidos na execução de seus projetos. Falta um mes para a entrega dos relatórios e a formatação final das apresentações. Nossos encontros são consultorias. Cada grupo tem dez minutos para dividir comigo os seus problemas. Até que consigo amarrar bem as ideias soltas e ajudá-los no andamento dos trabalhos. Fico muito empolgado acompanhando suas reflexões. Essa prática serve como termômetro do comprometimento de cada um com o curso. Aqui entre nós: a maioria está bem na foto. Mas tem gente que me assusta com a total falta de noção. Frequentam a Universidade como se fosse um clube de entretenimento. Tenho filhos, não consigo ficar indiferente com tamanho desperdício de oportunidades. Ainda dá tempo. Torço para que essa minoria reverta a situação e consiga vencer as dificuldades. Quiçá, quiçá, quiçá. Como diria Manoel de Barros: Eles passarão, eu passarinho. Vamos em frente, sempre. =)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Vende-se: sapatos de bebê, nunca usados.

Desafio de escrita criativa. Hernest Hemingway foi incitado a escrever uma história completa com apenas seis palavras. Alguns acham que foi na sequência de uma aposta, outros que terá sido um desafio literário para outros autores. Hemingway escreveu então uma história com seis palavras e chamou-lhe o seu melhor trabalho de sempre. Vende-se: sapatos de bebé, nunca usados. Pergunto: quantas palavras usamos para contar uma história? Por vezes a essência é tão forte que, basta muito pouco para mostrar os contornos e a emoção de uma história. E você? É capaz de contar uma história em seis palavras? Vale meio ponto extra no G2. Publique sua narrativa nos comentários. Pode criar quantas quiser. Prazo: participações encerradas. Aguardem os resultados.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

"O texto é a fonte da vida da propaganda; tudo o mais são acessórios".

"O Copy. Como defini-lo?
Implica, na sua construção formal básica (sempre em torno de um lance de imaginação), em ritmo impecável, muitos parágrafos, parágrafos arejados, figuras de retórica, humor quando convém, brilho intelectual marcante mas cordial (sem exibicionismos!), encadeamento irresistível de argumentos e sugestões - tudo se afunilando em direção a uma tese muito precisa, pragmática, vendedora! Essa tese é a finalidade máxima do Copy: vender alguma coisa - um produto, um serviço, uma idéia! É o gênero semântico mais sedutor (junto a grandes contingentes de humanos) de que se tem notícias! Assim - noto agora, escrevendo isso - o Copy corrobora, à potência máxima, e agora em termos de massas, a tese de Aristóteles de que o objetivo de toda comunicação humana é convencer. O Copy existe pra isso, é seu Logos absoluto, sua única razão de ser: convence pela exploração habilidosa de expectativas de prazer, ou de valores óbvios; pela curiosidade que desperta; pela elegância do raciocínio (embora primário); pela emoção que normalmente permeia seu discurso; pela leveza e simplicidade do estilo; pelo humor e felicidade de sua dialética, sua argumentação." (Roberto Menna Barreto - Título: frase de Stanley Resor, ex-gerente de contas da JW Thompson)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Olhos nos olhos.


O escritor português José Saramago, abre seu romance "Ensaio sobre a cegueira" com uma frase: "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." No cotidiano usamos a palavra ver e olhar como sinônimos às vezes, mas de fato há uma diferença. O verbo olhar designa o ato de fixar os olhos em alguma coisa ou situação, quando olhamos agimos mecanicamente sem objetivo de desvendar a realidade mirada, apenas orientamos nossos olhos para imagem. Quando utilizamos o verbo ver, em sentido próprio, queremos expressar além do ato de fitarmos uma miragem, mas de estabelecer uma relação de conhecimento por meio do sentido da visão. Por isso não há como não reparar quando objetivo é ver, enxergar. E já que estamos falando de olhos, qual a beleza de um olhar? Através de um conjunto de fotografias macro, podemos admirar a verdadeira beleza e complexidade do olho humano. O padrão aparentemente simples e uniforme, quando observado mais de perto, transforma-se e revela-nos uma complexidade de cores e formatos verdadeiramente extraordinários. Clique aqui e veja o olhar que mais o seduz. ( Li no obvious e no Juliano Moreno )

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O piscar de um vagalume.

"Se os 4 bilhões de anos em que a vida esteve na Terra fossem resumidos num dia de verão, então os últimos 200 mil anos – que testemunharam a ascensão de humanos anatomicamente modernos, a origem das linguagens complexas, da arte, da religião, do comércio, a aurora da agricultura, das cidades e de toda a história escrita – se encaixariam no piscar de um vagalume, pouco antes do pôr-do-sol."



Carl Zimmer, O livro de ouro da evolução – o triunfo de uma idéia. (Ediouro, pg. 126) li no palavra aguda

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Cabeça: qual é a sua?

Cabeça, cabeça-de-arroz, cabeça-de-bagre, cabeça-de-burro, cabeça-de-coco, cabeça-feita, cabeça-oca, cabeça-de-vento, cabeça-dura, cabeçudo. O que você está fazendo com a sua cabeça? Leia o mundo e exercite sua mente. Ler mais é um bom conselho que nos dá este criativo anúncio. (li no obvious )

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A desconstrução dos sentidos.

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Imagine o que que quiser. É absolutamente genial o que a tecnologia 3D é capaz de fazer para encantar o leitor. Essas projeções, por exemplo. São inspiradoras. (Vi no let's blogar)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Conecte-se.

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O "estudante em rede" é um filme inspirado no Conectivismo - Uma Teoria de aprendizagem para a Idade Digital, de George Siemens. Tudo a ver. Eu também acredito no processo de aprendizagem que se dá através da cooperação e da partilha. O ensino do novo milênio passa por aqui. (li no mulher é desdobrável)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O texto, ou: a vida.

"Escrevo há muito tempo. Costumo dizer que, se ainda não aprendi — e acho mesmo que não aprendi, a gente nunca pára de aprender —, não foi por falta de prática. Porque comecei muito cedo. Na verdade, todas as minhas recordações estão ligadas a isso, a ouvir e contar histórias. Não só as histórias das personagens que me encantaram, o Saci-Pererê, o Negrinho do Pastoreio, a Cuca, Hércules, Mickey Mouse, Tarzan e os piratas. Mas também as minhas próprias histórias, as histórias de minhas personagens, estas criaturas reais ou imaginárias com quem convivi desde a infância. ”Na verdade", eu escrevi ali em cima. Verdade é uma palavra muito relativa para um escritor de ficção. O que é verdade, o que é imaginação? No colégio onde fiz o segundo grau, o Júlio de Castilhos, havia um rapaz que tinha fama de mentiroso. Todo mundo sabia que ele era mentiroso. Todo mundo, menos ele. Uma vez, o rádio deu uma notícia alarmante: um avião em dificuldades sobrevoava Porto Alegre. Podia cair a qualquer momento. Fomos para o colégio, naquele dia, preocupados; e conversávamos sobre o assunto, quando apareceu ele, o Mentiroso. Pálido: — Vocês nem podem imaginar! Uma pausa dramática, e logo em seguida: — Sabem este avião que está em perigo? Caiu perto da minha casa. Escapamos por pouco. Gente, que coisa horrível. E começou a descrever o avião incendiando, o piloto gritando por socorro... Uma cena impressionante. Aí veio um colega correndo, com a notícia: o avião acabara de aterrissar, são e salvo. Todo mundo começou a rir. Todo mundo, menos o Mentiroso: — Não pode ser! — repetia, incrédulo, irritado. — Eu vi o avião cair! Agora, quando lembro este fato, concluo que não estava mentindo. Ele vira, realmente, o avião cair. Com os olhos da imaginação, decerto; mas para ele o avião tinha caído, e tinha incendiado, e tudo o mais. E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista. Tudo que precisava, naquele momento, era um lápis e papel. Se tivesse escrito o que dizia, seria um escritor; como não escrevera, tratava-se de um mentiroso. Uma questão de nomes, de palavras. Palavras. São tudo, para quem escreve. Ou quase tudo. Como a serra, o martelo, a plaina, a madeira, a cola e os pregos para o marceneiro; como a colher, o prumo, os tijolos e a argamassa para o pedreiro; como a fazenda, a linha, a tesoura e a agulha para o alfaiate. Estou falando em instrumentos de trabalho, porque literatura nem sempre parece trabalho. Há uma história (sempre contando histórias, Moacyr Scliar! Sempre contando histórias!) sobre um escritor e seu vizinho. O vizinho olhava o escritor que estava sentado, quieto, no jardim, e perguntava: Descansando, senhor escritor? Ao que o escritor respondia: Não, trabalhando. Daí a pouco o vizinho via o escritor mexendo na terra, cuidando das plantas: Trabalhando? Não, respondia o escritor, descansando. As aparências enganam; enganaram até o próprio escritor. (...) As palavras são tudo, você disse, Moacyr? Você mentiu, Moacyr. Mais uma vez você mentiu. As palavras não são tudo e disso você bem sabe. A emoção conta, caro Moacyr. A emoção, as idéias, as lembranças". (O texto, ou: a vida, Moacyr Scliar, Ed.Bertrand. Escultura: A pedra, de Auguste Rodin)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Desenvolva as seguintes habilidades:

- capacidade de comunicação oral, escrita e multimídia: criação de informação em diversas mídias, capacidade de avaliar e relacionar a informação recebida, domínio pleno do próprio idioma, conhecimento de outros idiomas etc. - raciocínio e solução de problemas: análise crítica, pensamento sistêmico, relacionamento de sistemas, identificação de problemas, formulação de soluções, criatividade e curiosidade intelectual, identificação das próprias necessidades de conhecimento e aprimoramento de habilidades, capacidade de transferência de conhecimento, capacidade de aprender com os outros e trabalhar em equipe, aprender a aprender etc. - capacidade de atuar na economia entendendo os papéis na economia e as funções econômicas, situando-se no quadro econômico, preparando-se para o exercício de seu papel, fazendo escolhas econômicas pessoais bem fundamentadas etc. - desenvolvimento de uma visão global que leve à identificação de relações entre causas, à tolerância com idéias opostas e à compreensão da cooperação de amplo alcance etc. - exercício da cidadania em termos de compreensão dos direitos dos cidadão e das obrigações do Estado nos vários níveis de governo bem como da análise da repercussão das decisões governamentais etc.

Pronto. Se conseguir preencher todos esses requisitos você estará apto a ser um vencedor no decorrer de sua vida. Pelo menos é o que afirma o estudo publicado pelo “Partnership for the 21st Century Skills” sobre as habilidades necessárias para uma carreira profissional de sucesso. A pesquisa defende a idéia de que existe uma profunda distância entre o conhecimento e as habilidades que os alunos adquirem na escola de hoje e aquilo que eles vão precisar na sua vida comunitária e profissional no correr do século XXI. Concordo plenamente.
(Li no Marcos Telles)

sábado, 24 de outubro de 2009

Imagine.

Outra animação encantadora, agora para um canal de TV francês. Da série gostaria de ter sido o criador. Dica de Bernardo Davila, aluno de Comunicação da PUC-Rio.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Desafio de escrita criativa.

Mais uma animação divertida em stop motion. Narra a história fantástica de um herói que salva sua amada das forças malígnas. Crie um título sedutor para o filme e o publique nos comentários. Os mais criativos faturam meio ponto extra no G2. (Dica do leitor Rodrigo Santana) =)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Procura-se.

"Redator publicitário. Homem ou mulher (de preferência homem, porque ainda há muito machismo por aí) que seja educado, instruído, elegante, insaciável, versátil, criativo, atento, carinhoso, atlético, experiente, gentil, paciente, bem paciente, realmente paciente, absurdamente paciente, genial, brilhante, bem relacionado e bem aparentado (na aparência e nos parentes), que escreva muito bem, erudito no conteúdo, popular na expressão, que conheça culinária, música barroca, cinema, filosofia, elementos de ciências, moda, samba, jazz e rock'n'roll, artes eróticas, arte sacra, política, psicologia, psicologia social, esportes e mais um milhão de coisas interessantes e diferentes, além de rádio, televisão, jornal, revista, outdoor e elementos de produção gráfica e eletrônica.
Procura-se alguém que sonhe em ganhar muito mas que se contente em ganhar pouco; que sonhe em trabalhar pouco mas que se submeta a trabalhar muito, e que, sobretudo, aceite várias vezes ao dia o implacável desafio do papel em branco.
É para relacionamento maduro, porém exigente, excessivamente intenso, desigual nas obrigações recíprocas e mais ou menos fiel e duradouro.
Mandar portfólio ou curriculum para caixa postal 123 de oliveira 4".

(Texto de Zeca Martins - Redação publicitária, a prática na prática -Ed. Atlas)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Aquarela digital.

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Comercial de uma emissora de TV chinesa desenha na água imagens encantadoras. Um verdadeiro colírio. Dica de Livia Teixeira, aluna de Artes&Design da PUC-Rio. =)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A meta do poeta.

Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora. (G.Gil)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Curriculum Vitae.

No processo de seleção de uma grande empresa no Brasil, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: 'Você tem experiência'? A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado, seu texto está fazendo sucesso, e com certeza ele será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e, acima de tudo, por sua alma.
"Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar. Já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto. Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro. Já me cortei fazendo a barba apressado. Já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas. Já subi em árvore pra roubar fruta. Já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas. Já escrevi no muro da escola. Já chorei sentado no chão do banheiro. Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando. Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor de rosa e alaranjado. Já me joguei na piscina sem vontade de voltar. Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios. Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso. Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua. Já gritei de felicidade. Já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a lua virar sol. Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas. Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: Qual sua experiência?
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência...Será que ser plantador de sorrisos é uma boa experiência? Sonhos! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos. Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: experiência, quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?"
Dica do aluno de Design da Puc-Rio, Bruno Rocha.

domingo, 18 de outubro de 2009

Hora do Recreio.

Mesmo sem saber desenhar você pode criar histórias em quadrinhos. Aponte para o link do Pixton e divirta-se. (Vi no queridos leitores)